Sampa

Em dia de aniversário de 458 anos de São Paulo, aqui vai meu post.

Nasci em São Paulo. Cresci em Pindamonhangaba. Voltei pra sampa pra estudar, em 2004. 18 anos, descobrindo o mundo, como não se encantar com São Paulo. Por algum tempo, acreditei, de verdade, que era a melhor cidade do mundo, apesar dos problemas (que via naquela época) – entenda-se trânsito.
Mas o tempo passa, o encantamento passa, a paixão passa – em todas as relações. Sobra o resto. Respeito, admiração, amor talvez. 
São Paulo é uma grande cidade. E como todas as grandes cidades, vem com grandes problemas. Acompanhei pela rede as manifestações de parabéns a São Paulo de amigos meus, posso dizer que 98% delas foram algo do tipo: “Para a minha maior relação de amor e ódio, parabéns, São Paulo”
Porque acho que no final, é isso que São Paulo causa. Essa relação ambígua, onde tudo é fácil e onde tudo é difícil. É fácil, porque a cidade oferece tudo, a todo tempo, para todos os gostos. É difícil, porque quase ninguém consegue usufruir de tudo que a cidade oferece e todos acabam, invariavelmente, frequentando os mesmos grupos, os mesmos lugares: seja pelo custo, pelo trânsito, pela distância, pelo trabalho. Trabalho laboral mesmo. 
Quando falamos de São Paulo, falamos de trabalho. Falamos dos melhores empregos estarem aqui. E os melhores empregos estarem todos em uma cidade, tem um custo. Tem um custo financeiro e um custo emocional.
São Paulo é uma cidade a beira de nervos. Todos tem pressa, todos se esbarram, ninguém se desculpa em São Paulo. São Paulo é uma cidade onde ninguém tem culpa. A culpa está toda na cidade e no seu caos. Talvez por isso alguns gostem. São isentos de culpa aqui.
Mas como dizia no princípio, fica a admiração, o respeito e talvez o amor: São Paulo merece ser admirada. A maior cidade da América do Sul, está entre as tops das maiores do mundo. São Paulo, sozinha, leva bem mais de 10%  do PIB nacional. Isso deve ser admirado, é mais que o dobro da segunda cidade com o maior PIB, o Rio.
São Paulo aceita todos, de um jeito ou de outro. Aqui a gente se mistura, aqui as tribos podem andar sem serem notadas. Todo mundo se encontra em São Paulo. Isso merece respeito. A cidade respeita as diferenças.
Em meio a tanta megalomania, trabalhos, oportunidades, atividades, aceitação, há quem ame essa cidade. Digo que talvez amor, pois no final, quem teve a chance de viver São Paulo alguma fase da sua vida, em algum momento amou sua loucura. Essa loucura que talvez nos faça esquecer das nossas. Acho que sou como a maioria: São Paulo, uma eterna relação de amor e ódio.
Parabéns, Sampa.
| Com a tag , , , | Deixe um comentário

New Year Resolution

Tanto tempo não venho aqui. Hoje resolvi reler alguns textos. Eles faziam tanto sentido na época deles e hoje eles tem outro, tão diferente. Engraçado como o tempo passa, fecha feridas, leva algumas coisas embora, traz novas…

Primeiro dia útil do ano e, claro, já tive aquela insônia a noite. Acordar de madrugada e pensar em assuntos não-resolvidos e que insistem em vir nessas horas, quando eles não poderão ser resolvidos. Nunca penso neles em horas úteis.

Fato é que acho que deveria ter entrado em 2012 com um plano. Mas não fiz nenhum concreto. Não sei o que quero, por onde começar. Quero uma coisa que ainda está meio etérea. Quero mudar o que está me frustrando. Isso é o que eu sei. E é nisso que vou investir esse ano. É nisso que vou focar o plano ainda não feito.

Às vezes me dá um desespero porque vejo tanta gente aí, com a vida decidida, as coisas caminhando e eu ainda procurando um caminho pra seguir. Será que essa minha insatisfação vai me acompanhar pra sempre? Nunca as coisas ficam 100%, embora esteja sempre tudo bem.

Não que eu queira me conformar com pouco, não é isso. Mas às vezes acho que o que eu quero, não existe, e que preciso então me preocupar com a vida real, sabe? Que a vida e as coisas não vão acontecer na ordem que imaginei. Então, porque não aprender a dançar conforme a música?

Espero de 2012 um ano melhor resolvido que 2011.

Não vou choramingar o ano que passou, até porque não é pra tanto. Foi um bom ano. Acho que a maior lição aprendida com ele, que quero aprimorar este ano, é tentar mais. Insistir para as coisas darem certo. Não desistir na primeira tentativa. Porque olha, tentei. Insisti. Tive paciência para arriscar mais uma vez, com coisas, pessoas. Algumas valeram muito a pena. Outras, nem tanto, portanto, é preciso entender que também, se não rolou, bola pra frente. No final, tem coisas que valem super uma segunda chance e outras, que nem tanto.

Ainda não tinha pensado nas resolução para 2012… é que estou assim, começando o ano confusa (ou serão só os hormônios?).

Então, pensando agora, minhas resoluções de ano novo são:

Emagrecer (sempre);

Parar de me preocupar com problemas que não são meus;

Entender que quase ninguém faz as coisas com a mesma dedicação que eu: e que isso não é problema meu;

Trabalhar com o que eu tenho e não lamentar a falta do que não tenho;

Fazer a pós-graduação;

Ter mais paciência, mas não mais complacência;

Falar menos mal das coisas e das pessoas. Isso só traz mais irritação;

Deixar minhas coisas organizadas, sempre. Talvez ambientes arrumados, arrumem minha cabeça;

Que 2012 seja o ano da mudança e das decisões! É isso que espero.

Em tempo: copio aqui a resolução de ano novo da minha amiga Natalia Crestani, que achei que resume bem meu sentimento também:

“ Que em 2012 eu possa dar risada de algo realmente engraçado e não patético. Que eu tenha mais tempo para mim, para os amigos e para a família (…) Que eu tenha uma vida de bom senso, mais tranqüila e com apenas alguns momentos de estresse e angústia, e não o oposto. Que eu tenha a chance de continuar aprendendo, mas de uma forma diferente. (…) Que venha 2012 com os amigos de infância,  com os novos , com os do futuro e com a família”.

| 1 Comentário

Ensaio sobre a nostalgia

Certa vez ela brigou feio com o tempo. Briga dessas de gritaria e quebra-quebra. Ela acusava o tempo de passar muito rápido, trazer muitas responsabilidades e não deixar uma brecha para ela fazer, algum período do dia que fosse, algo que ela realmente queria fazer antes de morrer.

Ele, sério, impetuoso e de poucas palavras não negou as acusações, mas tentou dizer à ela que de nada adiantaria a briga. Diante da teimosia dela, não houve outra solução, então acabaram brigados, um para cada lado.

Ela se achou muito esperta quando quebrou todos os relógios da casa e do trabalho. Não olhava para eles na rua e nos lugares públicos. Também queimou os calendários e agendas. Agora ela fazia o tempo. Dormia a hora que queria, jantava de dia, tomava café a noite, ia pra festa na segunda-feira, trabalhava no domingo, ia para a academia só de noite e no cinema de tarde.

O tempo continuava lidando com ela com sua infinita indiferença aos desejos humanos. Mas à ela parecia que quanto mais ela lutava, mais ele lhe roubava as horas, os dias e às vezes até semanas. Quando viu, nem sabia mais há quanto tempo tinha brigado com o tempo. Um dia ela acordou e chorou muito.Chorou toda a raiva de todos os filmes, livros e viagens que não conseguiria ver, ler e fazer até o fim da vida. Mas achou melhor fazer as pazes com o tempo, assim, tentaria negociar umas horinhas livres, alguns dias de prazer.

O tempo era sim impetuoso, mas não era malvado. Ele era assim, denso, por essência. Não guardou mágoa dela e aceitou o pedido de desculpas.

Ela passou a administrar o tempo. Aceitou que ele passa rápido mesmo então não iria desperdiçá-lo. Entendeu que tudo há seu tempo e passou a realizar  as responsabilidades com prazer. Às vezes sentia saudade do tempo que o tempo parecia não passar tão rápido e do tempo que parecia que ela tinha todo o tempo do mundo.

O tempo, muito orgulhoso da mudança da menina, resolveu dar-lhe um presente.

Foi assim que ele criou a nostalgia.

| Deixe um comentário

Cores

Me parece injusto e egoísta que algumas pessoas precisem roubar as cores das outras para pintarem suas próprias vidas. Mas acho que na verdade, isso é só triste.

Os que tem cor por si mesmos, nunca ficam cinzas por muito tempo.

| 1 Comentário

Meu garoto faz caixões

Estou numa fase super Florence and the Machine. Gosto muito da banda, das músicas. E daí que tem essa música aí. E ela sinceramente, entre as outras do álbum Lungs, fica meio apagadinha até…a batida constante, a voz suave, acho que difere das demais, mais emotivas, talvez.

My boy builds coffins with hammers and nails
Meu garoto faz caixões, com martelos e unhas
He doesn’t build ships, he has no use for sails
Ele não constrói barcos e ele não serve para vendas
He doesn’t make tables, dresses or chairs
Ele não faz mesas, guarda-roupas ou cadeiras
He can’t carve a whistle cause he just doesn’t care
ele não pode entalhar um apito, porque ele simplesmente não liga
My boy builds coffins for the rich and the poor
Meu garoto constrói caixões para os ricos e para os pobres
Kings and queens them all knocked on his door
Reis e rainhas, todos eles bateram à sua porta
Beggars and liars, gypsies and thieves
Pedintes e mentirosos, ciganos e ladrões
They all come to impact he’s so eager to please
Todos eles vieram e ele está tão ansioso para agradar
My boy builds coffins he makes them all day
Meu garoto contrói caixões, ele os faz o dia todo
But it’s not just for work and it isn’t for play
Mas não é só por trabalho e também não é para diversão
He’s made one for himself
Ele fez um para ele mesmo
One for me too
Um para mim
One of these days he’ll make one for you
E um dia desses ele fará um para você também
My boy builds coffins for better or worse
Meu garoto constrói caixões, para o melhor ou pior
Some say its a blessing, some say its a curse
Alguns dizem que é uma benção, outros que é uma maldição
He fits them together in sunshine or rain
Ele os constrói faça chuva ou faça sol
Each one is unique, no two are the same
Cada um é único, não há dois iguais
My boy builds coffins and i think it’s a shame
Meu garoto faz caixões e eu acho uma pena
That when eachones been made, he can’t see it again
Que quando eles ficam prontos, ele jamais os volta a ver
He crabs everyone with love and with care
Ele esculpe cada todos eles com amor e carinho
Then its thrown in the ground and it just doesn’t fit
E depois é jogado no chão e simplesmente não combina
 My boy builds coffins he makes them all day
Meu garoto constroi caixões, ele os faz o dia todo
But it’s not just for work and it isn’t for play
Mas não é pelo trabalho e também não por diversão
He’s made one for himself
Ele fez um para ele mesmo
One for me too
Um para mim também
One of these days he’ll make one
E um dia desses ele fará um para você
Mas eu gosto dela. Porque acho a letra dela simplesmente demais. Não sei porque, mas para mim essa música tem todo um contexto, não diria religioso… que acho que trata da vida, apesar de falar de alguém que faz caixões. Acho que mostra como cada um tem uma vida única, só sua. Assim como os caixões que ele constrói. Acho que a música diz que não importa quem você seja, rico, pobre, ladão, cigano, rei, rainha, nem quão requintada seja sua vida. Que não importa se você é uma pessoa cheia de complexos ou que leva a vida numa boa, ou muito inteligente, ou diferente dos outros, porque na verdade, todos vamos para acabar enterrados.
Mas ao invés de me deixar pra baixo, quando ouço a música sempre me vem uma mensagem na cabeça. Viva agora e como achar que deve.
Alguém mais vê essa música assim?

| Deixe um comentário

Por cima do ombro

Quando ela morreu da última vez, foi uma morte dolorida. Desde então, não vivia mais inteiramente. E por isso, criou a resolução de que não morreria de novo, nem mais. Para atingir o objetivo, decidiu que usaria a estratégia “o ataque é a melhor defesa”. Ao menor sinal de risco de morte, mataria quem a ameaçasse.

Ele nunca tinha morrido. Tampouco tinha matado. Era jovem de mais para isso. Na verdade, tinha a mesma idade que ela, mas o coração é que era jovem, ingênuo ainda.

Quando se encontraram, ela, fiel ao plano, levantou a ficha do suspeito. O curioso é que ela não encontrava nada que desabonasse o rapaz. Considerou o fato perspicácia dele, o que a deixou intrigada. Mas ele confessava tudo, conforme ela o interrogava, com uma verdade inegável nos olhos e nas palavras. Nunca tinha se deparado um suspeito tão inocente quanto aquele. Contraditório, pensava, sempre partindo do princípio de que todos eram culpados até que se provasse o contrário.

Ele achava divertido o jeito que ela falava com ele, disfarçando. Achava novo. Nunca tinha sido suspeito número um de alguém e achou que era normal aquele interrogatório todo. Ele sabia o que ela queria, mas ele, pela vida dos filhos ainda não nascidos, não tinha como entregar o que ela procurava. Apesar de tudo, queria ir mais fundo.

Assim foram seguindo.

Um dia, em um momento de fraqueza alcoólica dela, ele tentou virar o jogo. Bastou para que ela sentisse a ameaça.

Então, ele quis saber por que só podia ver a superfície. Ela explicou que existiam coisas que só quem já havia visto a morte sabia. Ele pediu para ela ensinar. Aquilo a deixou nervosa.

Ela concluiu:

- Com tanta morte, talvez eu é que não saiba mais viver. E você, quantas vezes quer morrer?

- Quantas forem preciso para provar minha inocência.

- Depois da morte, ninguém volta inocente. Acredite, eu sei.

-Vou ter que arriscar.

Então ela atirou.

| 1 Comentário

Perplexidade

Parou o carro na subida, por causa do farol. Mas depois, não conseguiu sair mais. Indiferente às buzinas que soavam, à luz verde que sinalizava, ficou parado, estático. Não ouvia os xingamentos, não via os gestos e pela perplexidade do que acabava presenciar, vindo de alguém de quem tal atitude não esperava, ficou lá, parado na subida. Não queria soltar o freio e acelerar, soltando a embreagem. Com medo do carro voltar pra trás, mas sem coragem também de seguir em frente.

para todos aqueles que alguma vez já ficaram perplexos com a a atitude tão errada de alguém
| Deixe um comentário

Como troféu

Como de costume, ela saiu atrapalhada e correndo e nem viu quando seu crachá caiu na rua. Só se deu conta da perda quando voltou para a empresa. Por questões de segurança, avisou imediatamente o descuido.

Ele também saiu para almoçar. E qual a surpresa ao achar no chão, caído, justamente o crachá dela, a quem há alguns anos havia deixado sem maiores explicações. O improvável acontece.

Pegou o crachá, olhou o nome e a foto que era a mesma de quando se haviam conhecido. Guardou-o no bolso, pensativo.

Estava recém-solteiro, mas ainda levava um pouco da vergonha pela falta de dignidade por não terminar o relacionamento direito. Mas o acaso assim, lhe batendo a porta, pareceu uma oportunidade.

Esperou o fim do dia e então ligou para ela. Ainda tinha seu telefone, embora a tivesse deixado, pois pensava “Vai saber o amanha. Vai que bate saudades”. Enquanto isso era fácil não ligar.

Ela que diferentemente dele tinha deletado o telefone para não cair na tentação de ligar e dizer boas verdades bêbada, viu um número desconhecido e atendeu.

- Alô?

- Gabi?

- Sim, quem é?

- Diego, tudo bem?

- Diego da onde? – enquanto pensava: “aquele que me deixou em pedaços?”.

- É, sou eu, Gabi, Diego, amigo da Bel – disse, enquanto pensava “Diego, aquele que nunca mais ligou, simplesmente”.

- Ah. Oi. – respondeu sem entusiasmo. A esse passar do tempo, qualquer entusiasmo, qualquer emoção, boa ou ruim já havia se desfeito.

- Você perdeu o seu crachá hoje?

- Ah…. sim!?

- Pois é, acredita que eu encontrei ele na calçada quando saí pra almoçar. Achei engraçado ter encontrado e ver que era justamente seu.

“Engraçado é sua cara de pau de me ligar agora, com essa desculpa”, pensou – Mundo pequeno, né – respondeu.

- É… então, a gente podia se encontrar pra eu te devolver, a gente aproveita, bate um papo.

- Esse crachá – disse enquanto pensava: “como meu coração”, e continuando -  não me serve mais de nada. Cancelei e pedi outro. Guarda pra você, como troféu.

Bateu o telefone.

| 1 Comentário

O fim do romantismo profissional

Então que estava há tempos pensando sobre o que escrever aqui e por mais ideias que me viessem, acho que estou com bloqueio criativo, achando que nada do que eu escrever será relevante. E daí, que um dia desses no almoço com uma amiga, falando sobre trabalho, me escapou uma “máxima” que me soou como título de texto e me inspirei: “é, acho que é o ‘fim do romantismo profissional’”, foi o que eu disse.

Porque tem uma crise sim. Não é só comigo, mas com as pessoas com quem converso. Somos jovens, mas não somos mais recém-formados. Também não temos vasta experiência. Mas alguma coisa, sabemos. Estamos tentando, como bolas de gude numa caixa de madeira, nos encaixar em nosso devido espaço para parar de ficar esbarrando por todo o canto.

Vontade de experimentar coisas novas, misturada com o medo de largar as boas coisas velhas, em alguns casos, decepção com o ambiente profissional ou percepção de que aquilo que aprendemos na faculdade nem sempre vai se aplicar na vida real, em outros, dificuldade de conseguir mudar, tudo isso (ou cada coisa) pode ser o estopim da crise.

Este é o fim do romantismo profissional. O fim de achar que nós, ainda meros peões no tabuleiro do corporativismo podemos mudar o mundo organizacional com nossas ideias ainda amadoras. Vamos entendendo que não adianta muito nadar contra a maré. Que a melhor saída é pegar jacaré na onda até chegar na areia. O fim do romantismo profissional não é a mesma coisa que desmotivação. E muito menos um princípio revolucionário anti-corporativista. É mais como cair na real que não existe tal coisa como o trabalho perfeito. É que todos os lugares têm coisas boas e coisas ruins. É que todos os tipos de trabalhos trazem suas satisfações e suas angústias.

O fim do romantismo profissional em nada tem relação a não se dizer mais o que pensa, no que acredita ser melhor para uma situação. Tem mais a ver com dizer e entender, que se o dito não for acatado, isso não é pessoal. O fim do romantismo profissional significa que vamos aprendendo a lidar com o trabalho como lidamos com o amor, adorando as qualidades e aceitando os defeitos.

Alguém mais aí está passando por isso?

| Com a tag , , | 2 Comentários

Aos viajantes

Viajar é muito bom. Acho que poucas pessoas discordam disso. Mesmo que seja para a cidade vizinha, viajar é respirar um ar novo, ver uma paisagem diferente, pessoas de sotaques diferentes, idiomas diferentes. Mais, pessoas com ideias diferentes. Viajar é sair da zona de conforto. É confrontar expectativas. É desconhecer o próximo passo. E aprender que ele é inevitável. Às vezes meio de tropicão, levando a lugares desconhecidos, mas ainda assim inevitável. Viajar, mesmo que acompanhada, em turma, é um auto-conhecimento. É olhar para cima, para os prédios mais antigos, os mais novos, os mais altos, as árvores mais sólidas, as paisagens mais inusitadas e entender a pequenez dos nossos anseios diante da grandiosidade do mundo. Também é o oposto, é ver as diferenças, aceitar as culturas, as línguas, as cores, os cheiros e compreender nosso pequeno papel nessa miscelânea toda que se chama vida. É aprender sobre si. Aos viajantes, só desejo uma boa viagem. O resto sempre vem junto.

| Com a tag , , , , | Deixe um comentário